numa tarde quente de primavera

Os carros estavam estacionados lado a lado, debaixo das árvores do parque de estacionamento. Naquela tarde, ela acabava de sair de um turno e ele preparava-se para entrar no próximo. Quando chegou, ansiosa por entrar no carro e voar para casa, olhou-o de relance e trocou um olá rápido e sem interesse, como era habitual quando, por acaso, se cruzavam. Não sabe como começou a conversa sobre um qualquer assunto de trabalho. Lembra-se de estar encostada ao carro, e enquanto conversavam, o olhar dela perdeu-se no negro límpido dos olhos dele. Foi estranho. Sentiu-se hipnotizada, atraída para um mergulho a pique na densidade daquele olhar mas, ao mesmo tempo, também se sentia leve e a pairar nas nuvens! Consegue-se perceber isso? Quando “acordou” daquele olhar e “aterrou” na realidade, estava consciente que se sentia ligeiramente perdida. Despediu-se, meteu-se o carro, saíu dali sem saber muito bem que rumo tomar. Claro que ainda hoje  se recorda da força do seu olhar e a presença dele nunca mais lhe foi indiferente…”

Enfim, nós as mulheres…

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Sobre Juana

Esta é a minha vida, aquilo em que acredito. O mundo dá voltas, a vida passeia pelo fio dos dias e das horas e eu vou tentando manter o equilíbrio. Sempre na corda bamba.
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