as manhãs de verão

Com um sorriso gentil um empregado, elegante e bem vestido, conduziu-me por entre as mesas postas para o pequeno almoço. Indicou-me uma mesa encostada a uma janela, enorme, aberta de par em par. Era uma janela aberta sobre um imenso azul. Depois do verde do jardim, havia um azul infinito desde o mar até ao céu. Uma claridade imensa tornava o ambiente absolutamente transparente. Sentei-me e absorvi o ambiente. Era fresco, requintado, limpo e imaculado. Ao fundo um vidro dividia o salão da cozinha. Observei o vaivém sossegado dos cozinheiros fardados de branco alvíssimo e dos empregados vestidos de negro, que circulavam por entre as mesas, eficientes e silenciosos. Tomei o pequeno almoço devagar contemplando a paisagem. Absorvi todo aquele azul e senti-me como se estivesse noutro mundo. Não havia absolutamente nada que me pudesse distrair, roubando-me à contemplação êxtasiada daquela manhã tão transparente. E eu não podia sequer imaginar como, alguns meses depois, seria tão importante e terapêutico para mim a simples recordação daquela janela aberta sobre tanto azul.”

Nota: Ambane Muhanu 
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Sobre Juana

Esta é a minha vida, aquilo em que acredito. O mundo dá voltas, a vida passeia pelo fio dos dias e das horas e eu vou tentando manter o equilíbrio. Sempre na corda bamba.
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2 respostas a as manhãs de verão

  1. Luisa diz:

    Aqui também respirei um imenso azul :)

  2. Juana diz:

    por aqui o dia não está de verão, mas de má cara. obrigada pela visita. *.*

comentários

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