hoje

… entrei no blog e espreitei, aqui ao lado, no arquivo dos dias antigos. Foram 3 meses, novembro, dezembro e janeiro sem adicionar uma palavra que fosse para justificar a minha ausência tão prolongada. O blog não merece. Mas os dias foram difíceis, tão difíceis que limitei-me e viver o dia a dia, com angústia, tristeza, com as rotinas do dia a dia viradas do avesso e quase paralisada.  Pelo medo. Muito medo que a cada dia, a cada despertar, a cada hora, a cada toque de telefone eu fosse receber a notícia mais triste e a mais receada de todas. É difícil lidar com a previsibilidade da morte e sentir que “ela” anda a rondar a vida, frágil, tão frágil, da pessoa que mais amo nesta vida. Por agora, os dias são mais tranquilos, mas ainda vivo cada dia em sobressalto.

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hino à alegria


Descobrir, ver e rever este vídeo, ao fim do dia, foi como renovar forças ou recarregar baterias. Porque os dias sombrios estão aí, mas a esperança também.

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querido blog

Tenho sido uma péssima bloguer, mas não estás esquecido. Apenas, e como o teu nome indica, eu gostaria muito de vir aqui e deixar notícias boas, leves e fofinhas de dias cheios de acontecimentos, pensamentos, cenas giras ou outras coisas assim dentro do género. A verdade é que os dias não têm sido nem leves, nem fofinhos. Assim muito maus também não, isso é verdade. Eu teria muito que contar, mas não consigo. Um dia destes eu voltarei, com a veia a transbordar da necessidade de te contar algumas coisas.  Até lá, querido blog, eu sei que vais continuar por aqui. Esperando por mim e sempre pronto para me ouvir.

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giving

Este vídeo é uma inspiração. Eu tento todos os dias que a palavrinha “give“, duas vezes repetida aí à direita deste blog, faça sentido na minha vida. E por estes dias faz todo o sentido que assim seja.

Visto aqui.

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hoje

… foi dia de receber visitas no meu local de trabalho. Visitas a trabalho, bem entendido, mas eu gosto. E dia de receber “prendas“. “Prendas” é como quem diz “novas ferramentas” de trabalho, e quando a esmola é grande o pobre desconfia. Aguardemos o que aí vem. Mas o melhor de tudo ficou guardado para os últimos minutos, enquanto me despedia pelos corredores. Um encontro que me proporcionou os melhores 15 minutos do dia. Áh pois é.

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pedagogia dos afetos

Ontem, estive cerca de 1 hora na companhia de um casal, que com certeza devem estar casados há perto de 50 anos. Quando os deixei, eu estava impressionada pelo carinho e pelo afeto demonstrado nos pequenos gestos. De mãos dadas, reparei nas carícias que ele lhe fazia nas mãos, na cara, os olhares cúmplices entre os dois, o sorriso e a atenção constante que ele lhe devotava. Hoje reparei numa pequenita que estava sentada junto da professora. Ela estava encantada com o cabelo da professora. Agarrava-o e alisava-o em todo o comprimento com a mãozita, depois encostou a cabeça no braço da professora enquanto lhe agarrava a mão. Colocou a mãozinha pequena e aberta junto à palma da mão da professora e observou o tamanho dos dedos, depois brincou com eles… É bonito ver e sentir o afeto entre aqueles que se amam e gostam.

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drama queen

Convivo diariamente com uma “drama queen“. É como se eu andasse com uma granada na mão e estivesse constantemente sujeita a uma explosão provocada por uma treta qualquer, que nunca sabemos a origem, a causa ou o efeito da cena. O debate de uma simples questão pode despoletar, numa questão de segundos, emoções e energias que me fazem lembrar aquelas séries televisivas onde há uma linha muito ténue que separa qualquer ser humano da vida e da morte. É o verdadeiro delírio. As mãos na cabeça, tapar a cara com as mãos enquanto soluça e fala ao mesmo tempo são exemplos típicos da melhor performance ao nível novelesco. Atenção, o choro pode ter lágrimas ou não. Frequentemente não tem. E não há contracenas, porque a “drama queen” não deixa.

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